ArguePathora
A escola por dentro

Aqui a aula consiste em falar e receber a resposta

Desde a sessão de estreia se fala, se escuta e se responde. Não existe bloco longo de teoria adiando a sua entrada na roda.

Sessão em andamento vista do fundo da sala, com alguém em pé com a palavra
O caminho até esta sala

Três etapas da nossa trajetória

  1. 01

    Antes da escola existir

    Uma roda de treino em São Paulo

    Nasceu como rodada de debate juntando gente da universidade e gente já empregada. Logo ficou visível que sessões curtas atendiam tanto quem vinha da graduação quanto quem precisava arrumar a fala em reunião de trabalho.

  2. 02

    2019

    Calendário, impressos e ordem definidos

    A roda virou escola: turmas com data no calendário, material escrito por nós e uma sequência declarada ligando cada formação à seguinte.

  3. 03

    Hoje

    A sala da Rua Conde Afonso Celso

    Escolhemos ficar neste endereço pela facilidade de chegada, de ônibus ou a pé, vindo de vários pontos da cidade. O nome da escola aponta para o diálogo: a conversa em que duas posições se põem à prova uma diante da outra.

A régua de toda sessão

Três insistências presentes em qualquer encontro

Sala iluminada com uma participante explicando o seu ponto ao grupo sentado ao redor
  • Argumentar se aprende argumentando

    A habilidade é prática, e prática pede palavra na boca. Por isso a fatia maior do encontro pertence às falas de quem participa, e não à demonstração de quem conduz.

  • Quem treina só a própria fala não responde a ninguém

    Cuidar apenas da produção do discurso forma gente que repete o que já pensava. A escuta entra na primeira sessão, com exercício próprio e tempo reservado para ela.

  • Aqui não se promete virada rápida

    Falar com clareza e pensar sob pressão pedem repetição. As formações foram dimensionadas assim, e nada nesta casa é anunciado como transformação de uma semana.

Quem fica à frente do grupo

As pessoas que conduzem as turmas

  • PF

    Paula Ferrari

    Desenho das formações

    Mestra em Humanidades Digitais, há dez anos trabalha com lógica e leitura crítica de argumentos. Foi dela a redação das fichas de estrutura usadas na Ensaio de Tribuna.

  • MT

    Marcos Tavares

    Turmas fechadas de empresa

    Doutor em Teoria Crítica. Está à frente da Mediação Curta e de parte da Joeira do Argumento, sempre de olho em como a escolha das palavras desloca a decisão de um grupo.

  • BN

    Beatriz Nunes

    Temas e condução de sala

    Pesquisa argumentação jurídica e formatos de debate livre. Cuida do dossiê de temas da Joeira do Argumento e conduz turmas da Ensaio de Tribuna.

O que vale em qualquer turma

Seis acordos que ninguém muda

Não dependem da formação, do grupo nem da época do ano. Quem entra recebe essa lista já no momento da matrícula.

Participantes com mochilas conversando no corredor enquanto a sala não abre
  1. 01

    Não existe nona vaga

    A turma aberta encerra a inscrição em seis pessoas. É esse número que assegura palavra para todo mundo em todo encontro, em vez de plateia calada.

  2. 02

    A sessão é sempre gravada

    O áudio de cada participação vai para quem falou, acompanhado da ficha de escuta que orienta a revisão feita em casa.

  3. 03

    Material escrito para aquela formação

    Cada formação tem impresso próprio, feito para aquele formato e naquela ordem. Não circula aqui apostila genérica emprestada de outro curso.

  4. 04

    Comentário ainda dentro da sessão

    O retorno sai no mesmo encontro e cita o que a pessoa falou: a frase que escolheu, o exemplo que usou, o trecho em que o raciocínio patinou.

  5. 05

    O áudio pertence a quem falou

    Ele não vira peça de propaganda e não passa para outras mãos enquanto você não der autorização por escrito.

  6. 06

    Conteúdo revisto ao fim do ciclo

    Terminado um ciclo de turmas, sentamos para rever o programa. As mudanças vêm das observações de quem participou e da releitura das sessões gravadas.

A nossa posição

No que esta casa acredita

Discussão com regra combinada é um jeito direto de exercitar pensamento crítico. Nada de abstrato no exercício: alguém lança uma afirmação e o cronômetro te dá dois minutos de resposta.

O trabalho se sustenta em três pernas — arrumar a fala, ouvir com exatidão e enxergar raciocínio mal apoiado. Nenhuma anda sozinha: falar bem sem ouvir gera discurso que não responde a nada, e apontar o erro alheio sem ver o próprio é metade da competência.

Competição não move esta escola. As sessões servem ao treino, não à vitória. Conceder um ponto no meio da rodada conta como crédito para quem fez a concessão.

Ficar em São Paulo — SP nos coloca perto de quem estuda e de quem trabalha na cidade. A maioria das pessoas que passam por aqui está empregada ou em formação, e o desenho dos horários seguiu essas rotinas.

Quer o detalhe de cada formação?

Mande uma linha para a escola: descrevemos o que se treina em cada encontro e ajudamos a encontrar o ponto certo de entrada.